Curiosidades sobre o café

Curiosidades sobre o café especial: da tradição à tecnologia

Antes de falarmos das curiosidades sobre o café especial, é importante ressaltar que ele tem um papel importante na história do Brasil. Em 1720, Francisco de Melo Palheta voltou de uma viagem à Guiana Francesa e trouxe uma muda para plantar em solo brasileiro.

Já no início do século XIX, a produção de café no país havia crescido exponencialmente, graças ao nosso clima e solo, que contribuíam para o cultivo. Ainda no Brasil imperial, esse passou a ser o nosso principal produto de exportação, ganhando o coração (e o paladar) da população, sendo também peça-chave na urbanização de estados como Rio de Janeiro e São Paulo. 

Voltando às curiosidades sobre o café, entende-se que ele se transformou em, mais que uma paixão nacional, uma grande oportunidade comercial para o país. Afinal, hoje o Brasil é o maior produtor mundial de café, com 47,71 milhões de sacas somente em 2021, segundo o Conselho Nacional do Café (CNC). 

A partir disso, começou-se a olhar também para a qualidade dos grãos. Assim, em 1991 foi criada a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, sigla em inglês), instituição responsável por difundir e estimular o uso e desenvolvimento da tecnologia no cultivo, sem deixar de lado a tradição de séculos. 

 

Qual o trabalho da BSCA? 

Há alguns cuidados únicos que a BSCA observa para assegurar que o café especial se mantenha em um nível esperado pelo mercado. Os lotes são monitorados e certificados com selos que atestam a qualidade do grão, o que também agrega valor no momento da venda do produto. 

Com a colaboração de pessoas físicas e jurídicas envolvidas no mercado de cafés especiais, a associação desenvolve diversas ações, como grandes eventos, visando elevar os padrões de excelência do grão dentro e fora do país, com um alto controle de qualidade. 

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Curiosidades sobre o café: como é definido o grão especial? 

Seguindo com as curiosidades sobre o café, comentamos sobre os grãos especiais, mas o que define essa classificação? 

O Programa de Qualidade do Café (PQC) da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) está estruturado em três categorias: tradicional, superior e gourmet, com uma escala de 0 a 10. 

Já a classificação do café especial fica a cargo da própria BSCA. Segundo a Associação, o café precisa ter alguns atributos, como ser livre de impurezas e defeitos, o que proporciona uma bebida mais limpa, acima dos 80 pontos na análise sensorial.

Outros pontos envolvem ter a rastreabilidade certificada, informações sobre a variedade e região de cultivo, bem como seguir padrões específicos sustentáveis, econômicos e sociais. 

A procedência, a torra e o processo de produção também são avaliados e precisam seguir um nível preestabelecido para chegar à classificação de especial — existe um cuidado e respeito em cada uma das etapas, até chegar à xícara. São observados aspectos como harmonia, acidez, sabor, finalização, aroma, entre outros. 

Quando o café especial começou a ser introduzido no mercado, ele era visto pelo consumidor como uma bebida a ser servida com coberturas ou caldas, além de ter um sabor mais aromatizado. 

Gradualmente, as pessoas foram mudando essa percepção e passaram a associar o ‘especial’ ao espresso. Aos poucos, o café especial foi sendo apresentado ao consumidor da forma como é conhecido hoje, graças ao trabalho e ao esforço dos produtores, baristas, entre tantos outros profissionais dessa área, com o cuidado em divulgar o valor e as qualidades de um grão especial e os excelentes resultados na xícara. 

Atualmente, dentre os métodos de preparo mais utilizados destacam-se o Hario V60 e a French Press.  

Outra das curiosidades sobre o café é que não necessariamente o grão precisa ser 100% Arábica, com sabor adocicado. Há outras espécies, como o Conilon, com notas de chocolate e avelã bem características, e o Robusta, mais amargo e marcante. 

 

Como é a produção dos cafés especiais no Brasil?  

Estados como Minas Gerais (no Cerrado e no Sul), Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Paraná e Rio de Janeiro abrigavam grandes fazendas, administradas pelos famosos barões do café. Muitos desses lugares mantêm a tradição da cultura cafeeira, com projetos como o do Sebrae/RJ no Vale do Café, que impulsionam a produção dos grãos especiais levando a tecnologia como válvula propulsora dessas ações que movimentam o setor na região. 

E a tendência é envolver cada vez mais os profissionais inseridos no segmento para trazer soluções que se destacam na produção do café. Ainda ressaltamos os utensílios, com qualidade e técnicas elevadas que permitem o preparo de uma bebida perfeita! Você já conhecia essas curiosidades sobre o café especial? 

 

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